segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Mostra Curta de Campinas e outros assuntos
Penso que todos receberam o email sobre o feriado transferido do dia 28 para o dia 26/10, nesta segunda. A atividade de captura das imagens (em movimento ou não) dessa forma se estende. Chamo a atenção para o vídeo da Eliete abaixo, nossa primeira postagem. Em movimento e com som, adorei!
Também gostaria de divulgar uma dica da Thaiza, aluna de Estágio que é a IV Mostra Curta Audiovisual, aqui em Campinas, de 23 a 31 de Outubro de 2009. Dêem uma olhada na programação no site www.mostracurta.art.br. A proposta é muito legal e a programação é gratuita.
Abraço a todos!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
NOVO DESVIO: AS CIDADES E AS IMAGENS - Aula do dia 19/10
Gostaria de lembrá-los que farei os encaminhamentos da aula de segunda, dia 19/10. Assistiremos ao curta Paisagem urbana: um olhar sobre a Ilha.
O teaser está no youtube e no email ao grupo ficou incompleto, segue abaixo:
Os textos que iremos discutir estão na pasta, mas há dois deles disponíveis em nosso blog:
O texto A rua e seus personagens, de Maria Stella Bresciani (somente na pasta) e o conto O homem da multidão, de Edgar Allan Poe.
Texto complementar: PAISAGEM URBANA: história e memória no documentário de Pedro MC, de Karen Christine Rechia.
Bom findi!!!!
Rococó Urbano
É verdade que vale postar poemas também?! Porque lá vai um. Escrevi tentando lembrar de conceitos das aulas. Espero que gostem. E espero que comentem, também.
Se quiserem, entrem no meu site depois. Tem mais alguns poeminhas que escrevi.
Rococó Urbano
São partes conjuntas de obra fenomenal;
são momentos aproveitados em tempos inesquecíveis;
são lajotas do vidro:
os edifícios São Vito e Mercúrio.
Pequenas peças compostas de histórias,
compostas de vidas, compostas de histórias,
compõem uma obra de arte. Poucos
têm coragem de apreciar a beleza do abandono.
Maldita vida da imagem perfeita! Não
importa ser. Importa parecer.
Teóricos, pseudo-cultos, pagam caro para ir ao museu,
ver obra narrada por um só.
De graça, no meio da cidade, jaz a obra mais bela
mais pura, mais simplesmente complexa que os homens podem
construir. O material?
Depredação.
Ah, se Johann Michael Fischer pudesse fazer obra tão pura.
Os anjos, meu amigo, não são como queremos que sejam.
Paredes de histórias são. Elas, não mentem conforme a visão
deturpada deseja. Elas narram, parte por parte,
alicerce por alicerce, verdades.
E, assim, ignorada pela sabedoria moderna, a obra
mais linda e pura espera. Sua realidade
assusta os olhos da imagem retratada, do desenho irreal.
Está para ser destruída, é pena.
Destruam o quadro falso sobre suas cabeças!
Deixem que a vida se conte, na eternidade de seu
rococó urbano.
domingo, 4 de outubro de 2009
Europa quer proibir photoshop
Preocupados com a possibilidade de meninas e mulheres se sentirem excessivamente pressionadas a corresponder às imagens presentes nas revistas de beleza, submetidas a procedimentos digitais e lipoaspiração, legisladores britânicos e franceses tentam obrigar publicitários a serem mais realistas.
Segundo as propostas desses legisladores, anúncios contendo fotos alteradas de modelos seriam obrigados a trazer mensagens revelando o emprego de efeitos digitais.
"Quando adolescentes e mulheres olham para tais fotos nas revistas, elas acabam se sentindo infelizes consigo mesmas", disse Jo Swinson, parlamentar britânica do Partido Liberal Democrata. Os liberais democratas - terceiro maior partido da Grã-Bretanha, depois de trabalhistas e conservadores - adotaram este mês a proposta de Jo, que prevê um sistema de rótulos, como parte de sua plataforma oficial.
O partido quer banir completamente as fotos alteradas em anúncios destinados a crianças com menos de 16 anos.
Na semana passada, a legisladora francesa Valerie Boyer, do partido do presidente Nicolas Sarkozy, apresentou uma medida parecida na Assembleia Nacional, a câmara inferior do parlamento. Ela argumentou que as imagens alteradas estavam prejudicando a capacidade das jovens mulheres de controlar seus próprios destinos. "Essas fotos podem levar as pessoas a acreditarem em realidades que, com frequência, não existem", disse ela.
Na França, onde os cartazes e anúncios nas farmácias beiram a obscenidade, é cada vez maior a preocupação com os distúrbios alimentares, e muitas jovens mulheres se mostram obcecadas pela magreza. Valerie foi a grande defensora de uma lei que previa a proibição de páginas na internet que pareciam encorajar a anorexia e a bulimia. Mas tal proposta perdeu força depois de ser aprovada pela Assembleia Nacional no ano passado.
Na sua tentativa de livrar a mídia de imagens enganadoras, Valerie quer ir ainda mais longe do que os liberais democratas britânicos.
A lei proposta por ela exigiria rótulos de alerta acompanhando as fotos retocadas, tanto as publicadas em conteúdo editorial quanto as que fazem parte de anúncios. Os infratores poderiam enfrentar multas de 37,5 mil, ou quase US$ 55 mil, o equivalente a até 50% do custo de uma peça publicitária.
Apesar de considerada em muitas redações como eticamente ambígua, a manipulação digital de fotos foi verificada em alguns casos de destaque na mídia francesa. Em 2007, por exemplo, a revista Paris Match, dotada de boas relações políticas, publicou uma foto de Sarkozy passeando de canoa durante as férias em New Hampshire na qual a cintura avantajada do presidente foi digitalmente retirada da imagem. Uma revista concorrente revelou o embuste, publicando cópias da foto antes e depois da manipulação.
Nem todos os retoques são tão flagrantes. Mas pequenas melhorias - um pouco de correção de cores ou alisamento de texturas, por exemplo - são amplamente empregadas mesmo nas fotos das agências de notícias, disse Derek Hudson, fotógrafo residente em Paris, apesar de ele ter acrescentado que "criaria caso" se um editor aplicasse o procedimento a uma foto de sua autoria.
Nas revistas de beleza, é claro, os retoques são a regra. "Nunca vi, e duvido que alguém um dia veja, uma foto de moda ou beleza que não tenha sido retocada", disse Hudson.
Com a ilusão à espreita em tantos lugares, o fotógrafo afirmou não acreditar que coibir as alterações possa produzir o efeito desejado. "Infelizmente, vivemos em um mundo retocado", disse ele. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
