domingo, 4 de outubro de 2009

Europa quer proibir photoshop

Preocupados com a possibilidade de meninas e mulheres se sentirem excessivamente pressionadas a corresponder às imagens presentes nas revistas de beleza, submetidas a procedimentos digitais e lipoaspiração, legisladores britânicos e franceses tentam obrigar publicitários a serem mais realistas.

Segundo as propostas desses legisladores, anúncios contendo fotos alteradas de modelos seriam obrigados a trazer mensagens revelando o emprego de efeitos digitais.

"Quando adolescentes e mulheres olham para tais fotos nas revistas, elas acabam se sentindo infelizes consigo mesmas", disse Jo Swinson, parlamentar britânica do Partido Liberal Democrata. Os liberais democratas - terceiro maior partido da Grã-Bretanha, depois de trabalhistas e conservadores - adotaram este mês a proposta de Jo, que prevê um sistema de rótulos, como parte de sua plataforma oficial.

O partido quer banir completamente as fotos alteradas em anúncios destinados a crianças com menos de 16 anos.

Na semana passada, a legisladora francesa Valerie Boyer, do partido do presidente Nicolas Sarkozy, apresentou uma medida parecida na Assembleia Nacional, a câmara inferior do parlamento. Ela argumentou que as imagens alteradas estavam prejudicando a capacidade das jovens mulheres de controlar seus próprios destinos. "Essas fotos podem levar as pessoas a acreditarem em realidades que, com frequência, não existem", disse ela.

Na França, onde os cartazes e anúncios nas farmácias beiram a obscenidade, é cada vez maior a preocupação com os distúrbios alimentares, e muitas jovens mulheres se mostram obcecadas pela magreza. Valerie foi a grande defensora de uma lei que previa a proibição de páginas na internet que pareciam encorajar a anorexia e a bulimia. Mas tal proposta perdeu força depois de ser aprovada pela Assembleia Nacional no ano passado.

Na sua tentativa de livrar a mídia de imagens enganadoras, Valerie quer ir ainda mais longe do que os liberais democratas britânicos.

A lei proposta por ela exigiria rótulos de alerta acompanhando as fotos retocadas, tanto as publicadas em conteúdo editorial quanto as que fazem parte de anúncios. Os infratores poderiam enfrentar multas de 37,5 mil, ou quase US$ 55 mil, o equivalente a até 50% do custo de uma peça publicitária.

Apesar de considerada em muitas redações como eticamente ambígua, a manipulação digital de fotos foi verificada em alguns casos de destaque na mídia francesa. Em 2007, por exemplo, a revista Paris Match, dotada de boas relações políticas, publicou uma foto de Sarkozy passeando de canoa durante as férias em New Hampshire na qual a cintura avantajada do presidente foi digitalmente retirada da imagem. Uma revista concorrente revelou o embuste, publicando cópias da foto antes e depois da manipulação.

Nem todos os retoques são tão flagrantes. Mas pequenas melhorias - um pouco de correção de cores ou alisamento de texturas, por exemplo - são amplamente empregadas mesmo nas fotos das agências de notícias, disse Derek Hudson, fotógrafo residente em Paris, apesar de ele ter acrescentado que "criaria caso" se um editor aplicasse o procedimento a uma foto de sua autoria.

Nas revistas de beleza, é claro, os retoques são a regra. "Nunca vi, e duvido que alguém um dia veja, uma foto de moda ou beleza que não tenha sido retocada", disse Hudson.

Com a ilusão à espreita em tantos lugares, o fotógrafo afirmou não acreditar que coibir as alterações possa produzir o efeito desejado. "Infelizmente, vivemos em um mundo retocado", disse ele. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Recomendo - Não é mais uma história de amor

Ganhei este filme da minha amiga de sala Isabel. Foi bem acertiva na escolha.
O filme trás jogos de cenas impressionantes. Logo no início tem um narrador que vai situando o espectador nas cenas que se parecerem desconexas. As repetições nas cenas vão mostrando o desvendar da trama, que tem uma história interessante, onde o final é o início.

Claro que estes detalhes passei a perceber depois das aulas, que está ajudando a apurar o olhar para as cenas, a música e inclusive a cena final, grupo do qual faço parte.

Vale a pena ver.

As Vilas Volantes

Gostei muito de ver este filme, várias partes me chamaram à atenção. A primeira foi a da senhora naquela vastidão de mar e areia.Me trouxe uma sensação de solidão. A segunda parte foi a dos dois senhores mostrando o local onde a áreia cobriu a vila, quando iam contando onde estavam as casas, as ruas, o grupo, onde aconteceu a festa, a impressão que me passou é que estavam vendo a vila ali , erguida, com suas construções intactas.
Uma curiosidade que o filme não respondeu....vi duas crianças e os demais personagens eram adultos, onde estão os jovens desta vila???
Na última cena, mais mar e areia.... me voltou a sensação de solidão.

Sons, músicas...

Pensando sobre o que a Denise me escreveu, pensei nesse vídeo:

http://d.yimg.com/kq/groups/15563055/1928725564/name/Rain.wmv

"Na aula passada eu estava no grupo que discutia sobre a música no filme que assistimos.
E quando estávamos discutindo em grupo, o professor veio discutir conosco e entramos no assunto sobre o que pode ser considerado música, se aquele conjunto de sons da natureza podem se considerados música... Discutimos também sobre a naturalidade desses sons, se eles eram o mesmo ponto de vista e de escuta no filme ou se eram sons gravados e intruduzidos no filme.
Bom, vi este vídeo no final de semana e lembrei dessa discussão. Se alguém somente ouvisse a música desse vídeo, sem ver a imagem e sem saber do que se trata, imaginaria que é um grupo cantando e tocando, ou até músicas com efeitos especiais e etc. Mas quando assistimos, vemos que não. É um grupo de pessoas que canta, produz os sons dos intrumentos musicais e dos efeitos especiais somente com a própria voz. Lembrei da discussão sobre como nossos ouvidos algumas vezes podem nos enganar com relação ao pondo de vista e escuta, com relação a naturalidade do som e etc. A segunda parte da apresentação deles é a mais interessante, sobre "A música no cinema"."

http://www.youtube.com/watch?v=37DoiAGCHUs





AULA DO DIA 28/09

Achei muito interessante o filme "Jogo de cena". No começo pensei que a Andréia Beltrão fosse a moça, mais velha. Só depois que a Andréia disse que estava fazendo o melhor, que percebi que ela estava representando!! Muito legal...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

VILAAS VOLANTES - IMAGEM DE FUNDO

Após a discussão, ficou evidenciado como a imagem de fundo marcava a idéia de ciclo, seja o ciclo da natureza, seja o ciclo de vida, como idéia de tempo. Outra coisa notada pelo grupo foi como o conhecimento era adquirido pelos pescadores através das vivências, ilustrado na fala do construtor de barco que adquire conhecimentos de engenharia ao construir barcos, idéia também presente no texto lido “o mestre ignorante”.Também discutimos como as imagens relacionam a vida com a natureza, como notamos no discurso do pescador ao falar da “dureza” do mar, a imagem mostrada é uma rocha que parece ter feições tão “duras” quanto descritas pelo pescador.

Comparamos também as imagens com as fotos de Kiarostami na questão composicional marcado pelas linhas horizontais quebradas por uma curva:

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Vilas Volantes"

O que mais me envolveu e motivou a pensar sobre o filme foi a confusão que o mesmo cria com a mistura de imagens e falas...ficção e realidade se misturam o tempo todo criando um paralelo entre o que vemos e ouvimos, com o que pensamos ser verdade, durante a conversa entre os pescadores contando sobre o desaparecimento da vila local em meio a ação da natureza, onde casas, igreja e etc., aos poucos engolido pelas dunas, é incrível a forma como a conversa dos pescadores nos remete ao mesmo tempo ao real e ao imaginário, sendo confirmado pela ação da câmera que durante a filmagem leva o telespectador a acreditar, a visualizar quase que numa espécie de magia de ilusão o que é dito pelos pescadores, mesmo que não seja visualisado realmente, a imagem mental que fazemos do que é dito se mistura a imagem mostrada na tela... fazendo nos pensar sob vários ângulos um mesmo assunto, tema ou imagem...